segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Omayra Sanchez.

Hoje, 16 de novembro de 2015 faz exatamente 30 anos da morte da menina Omayra Sanchez, de apenas 13 anos de idade.

Quem foi Omayra Sanchez?

Omayra Sanchez Garzón nasceu em 28 de agosto de 1972 na cidade de Armero, país da Colômbia.

Em novembro do ano de 1985 aconteceu o que é considerado até hoje o maior desastre natural na história da Colômbia. O vulcão denominado Nevado del Ruiz evacuou lavas destruindo a cidade. Oymara ficou conhecida pelo mundo todo naquela época por ter permanecido cerca de 3 dias presa na lama e pelos escombros de sua residência. As televisões passaram com ela nos 3 dias de sobrevivência.


Os socorristas ao tentarem tirá-la, viram que era impossível. Necessário era retirar as pernas, amputando-as. Houve a opção de trazer uma motocicleta-bomba para sugar mais o nível de água submersa.

O problema era que a única disponível estava na cidade de  Medelín, distante do local.  Empresas Públicas recusaram-se a emprestar as suas, preferindo deixá-la falecer.

Numa entrevista, Omayra falou suas últimas frases à sua mãe: "Mãe, se você me ouvir, eu quero que você ore por mim para que tudo corra bem".

A menina foi forte. A menina foi valente até seu último suspiro. Essas informações foram passadas pelos agentes humanitários e por jornalistas que estavam presentes com ela em todo o instante. Por três dias, Omayra apenas pensava voltar para a escola e fazer as provas que tanto queria.

O fotógrafo Frank Fournier tirou uma foto dela que espalhou-se pelo mundo. A fotografia foi publicada meses depois que a menina morreu devido a gangrena e hipotermia. 

A morte de Omayra Sanches deixou em evidência a falha de colaboradores em dar resposta à ameaça do vulcão, contrariando os esforços de socorristas voluntários que tentavam tratar dela presa, apesar da escassez de suprimentos e equipamentos.

 O jornalista jornalista, escritor e diplomata colombiano Gérman Santa María Barragán (que havia acompanhado de perto todo o sofrimento vivido por Omayra) disse ao jornal colombiano El Tiempo em 23 de novembro de 1985 a declaração: "A Colômbia e metade do mundo ficou com a amarga sensação de que Omayra Sánchez poderia ter sido capaz de continuar a viver depois de permanecer por quase 60 horas presa da cabeça aos pés em meio a escombros de Armero. Seu rosto, suas palavras e sua coragem, que transmitidos para o mundo na televisão era uma imagem comovente nos maiores jornais e revistas dos Estados Unidos e da Europa, manteve-se em testemunho de acusação contra aqueles que poderiam ter, no mínimo, feito a tragédia menos grave."

Abaixo, dois vídeos em espanhol sobre Omayra e a tragédia de Armero.

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 Esta foi a história de Omayra Sánchez, 30 anos de sua morte, uma menina de apenas 13 anos de idade.